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quinta-feira

A água de Guarujá- Artigo do Jornalista Paulo Shift

Clique no texto para ampliar

Terreno na Avenida Adhemar de Barros é criadouro de ratos,baratas,mosquito da dengue e outros animais.

Clique nas fotos para ampliar(estamos providenciando fotos com melhor resolução)






Reduto de mendigos,catadores de lixo e meliantes infernizam a vida de moradores,transeuntes e trabalhadores da região

Guarujá- Má qualidade da água Com seis autuações, multas da Sabesp chegam a R$ 667 mil





Quinta-feira, 17 de março de 2011 - 06h39


Bruno Guedes

Créditos: Raimundo Rosa
Reservatório do Rio Jurubatuba abastece Guarujá. Prefeitura quer estação de tratamento

A Sabesp já foi multada em R$ 667 mil pela Prefeitura de Guarujá nos últimos dois anos por distribuir água com qualidade insatisfatória para consumo humano, conforme padrões de legislação federal. A concessionária recebeu seis autuações desde março de 2009. 



Os valores são crescentes devido a recorrentes reprovações em laudos mensais da análiseda água feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, em cumprimento à program Pró-Água. Do total, mais de R$ 520 mil correspondem a multas aplicadas nos últimos seis meses pela má qualidade do produto. A Sabesp recorreu administrativamente de todas as autuações e aguarda resposta. 

Os problemas apontados nos laudos do Adolfo Lutz vão desde a cor e a turbidez da água (nível de transparência) até a presença de bactérias e coliformes totais, microorganismos gerados da decomposição de matéria orgânica que, quando ingeridos, alojam-se no intestino e podem causar dores, vômitos e diarreia. A multa mais recente corresponde às coletas de janeiro e, pela grande quantidade de amostras reprovadas, foi o maior valor já cobrado pela Prefeitura: R$ 175.553,00. 

O laudo apontou que a água estava com níveis insatisfatórios para o consumo em 36 dos 39 pontos analisados em toda a Cidade, entre creches, escolas, unidades de saúde e residências. Justamente naquele mês, Guarujá viveu um surto de diarreia com quase mil casos notificados. Inclusive no início de janeiro, a Sabesp havia sido multada pelos resultados insatisfatórios do mês anterior. 

De todas as 39 amostras coletadas nas primeiras semanas de 2011, somente as do Jardim Conceiçãozinha, Vila Áurea e do bairro Monteiro da Cruz apresentaram índice satisfatório em todas as características analisadas. Turbidez é o item mais reprovado, indicando possível presença de ferrugem no líquido. "Provavelmente devido à tubulação antiga e enferrujada", avaliou a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Ana Teresinha Lopes Plaça. Os coliformes totais estiveram presentes em 30 amostras. 

A diretora explica que antes das multas, a concessionária recebeu advertência e intimação para que restabelecesse a qualidade do produto. "Quando apenas um laudo aponta problemas, não multamos. Esperamos mais um ou dois meses para ver se persiste", esclarece Ana Lopes. O valor varia de acordo com a quantidade de laudos reprovados e de fatores como a reincidência (que pode dobrar a cifra).

A primeira autuação da Prefeitura à Sabesp, de R$ 18.373,26, foi aplicada em março de 2009, após duas advertências nos meses anteriores. Em 5 de fevereiro de 2010, a concessionária foi novamente multada, dessa vez em R$ 34.959,00. No dia 22 de junho, nova multa, no valor máximo, de R$ 87.397,00. Dois meses depois, em 17 de agosto, a autuação foi duplicada pela reincidência e chegou a R$ 175.533,00 devido "ao elevado número de laudos gerados insatisfatórios". 

Após quatro meses, a água voltou a apresentar problemas de qualidade na maioria das amostras e a Sabesp foi multada, em 4 de janeiro deste ano, em R$ 175.533,00. A última autuação, em fevereiro e no mesmo valor, refere-se aos resultados das 39 amostras coletadas durante janeiro, em Guarujá. A diretora de Vigilância em Saúde afirma que em todas as ocasiões, a concessionária é obrigada a sanar os problemas que originaram os índices insatisfatórios e fazer novas coletas nos pontos indicados. 

Ela acredita que os resultados negativos em janeiro se devem à grande quantidade de chuvas, que podem levar impurezas ao sistema. "Estamos em conversa com a Sabesp e a empresa tem um cronograma de ações para melhorar a qualidade da água distribuída", diz ela. Entre as medidas estão a substituição de parte da tubulação até 2012 e a construção de uma estação de tratamento até o final deste ano, próximo aos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim, origem da água que abastece o Município.


STJ nega recurso

O ministro Teori Albino Zavascki, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou recurso da Sabesp para suspender decisão do Fórum de Guarujá de aplicar multa diária pela má qualidade da água distribuída no Município. A decisão veio em 8 de maio de 2007, em liminar concedida em ação civil pública movida contra a concessionária, pela ONG Princípios. 


Na ocasião, o juiz estipulou o pagamento de R$ 100 mil por dia cada vez que os resultados das análises mensais do Instituto Adolfo Lutz acusassem índices insatisfatórios. A multa seria aplicada até que a Sabesp sanasse as irregularidades apontadas nas análises mensais. À época, pelo menos uma amostra resultava, todo mês, em índices insatisfatórios de coloração, turbidez ou a presença de microorganismos, como os coliformes. 

Em 2008, a Justiça de Guarujá aumentou para R$ 200 mil por dia devido ao não cumprimento da decisão anterior. A Sabesp recorreu ao Tribunal de Justiça, que confirmou a liminar. A concessionária entrou com recurso no STJ, mas o pedido de suspensão da decisão inicial foi negado. O advogado da entidade que impetrou a ação, Sidnei Aranha, afirmou ontem que não cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal porque a matéria não envolve qualquer questão constitucional. Ele estima que somente em multas desde a concessão da liminar, a Sabesp deverá pagar mais de R$ 150 milhões. 

Defesa da Sabesp 

A Sabesp tem outra interpretação do caso. Informa que a decisão do STJ se trata de apreciação em caráter liminar, ou seja, ainda sujeita a sentença posterior. Isso significa que o mérito da ação civil pública ainda não foi apreciado pelo Judiciário, "não cabendo falar, neste momento, de exigência de qualquer multa à empresa". 

Em nota, a estatal diz que o "processo tramita em primeira instância. A empresa apresentará suas alegações, bem como ainda serão realizados procedimentos técnicos necessários para uma decisão final. Quando isso ocorrer, e se necessário, a companhia adotará as medidas judiciais cabíveis". A Sabesp reitera que fornece água própria para consumo.



Estatal garante qualidade da água




Apesar dos diversos laudos do Adolfo Lutz que atestam problemas na qualidade da água, a Sabesp afirma que, em Guarujá, o produto "atende a todos os padrões de potabilidade da Portaria 518 do Ministério da Saúde". 

A empresa alega que faz coletas e análises da água nos mesmos pontos consultados pelo instituto e não é encontrada qualquer inadequação. "As coletas foram feitas um dia depois de o instituto apresentar os resultados", argumenta a concessionária. Ainda conforme a Sabesp, não se pode "condenar a água" antes de uma recoleta no mesmo local por parte da Prefeitura de Guarujá, principalmente no caso das amostras de janeiro último, colhidas menos de 24 horas após chuvas. 

A recoleta não foi realizada. "Nenhuma das substâncias encontradas nos laudos do Instituto Adolfo Lutz apresenta risco à saúde e condena a água distribuída". A assessoria de imprensa do órgão informa ainda que a diretora-presidente, Dilma Pena, já solicitou ao secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, a realização de novas análises da água nos mesmos pontos em que são habitualmente feitas.

quarta-feira

A loja Ponto Frio da Avenida Pugliese no Guarujá mostra que não se preocupa com seu entulho nem com o que possam pensar os moradores e turistas do Guarujá


Clique na foto para ampliar

Faz 15 dias que esse entulho está na esquina em frente ao Carro Fúnebre de Santos Dumont.
Ontem fui na loja e me identifiquei como editor do site. Expliquei  que havia esperado duas semanas para ver se o entulho seria retirado. Que depois do aviso iríamos publicar am fotos junto às dos porcalhões do Guarujá, caso não retirassem o entulho. 
A resposta foi  no mínimo simplória. 
O responsável disse que não era responsabilidade da loja pois eles contrataram a empresa que fez a reforma e que deveria retirar o entulho e o tal do entulho permanece no local. 
É nessa hora que nós percebemos quantos e quais são os problemas do Guarujá.
Falta fiscalização para tudo!



Prezado  Editor


Celia: Olá!
Tudo bem?
Eu quase não saio de casa, mas hoje pela manhã, precisei sair. Ao passar em frente ao Ponto Frio notei mais uma vez o abandono em que se encontra nossa cidade, e pensei em vc. Eu estava sem máquina fotográfica para fotografar os ratos mortos na calçada, a imundice que impera ao redor dessa conceituada loja, até chegar ao Unibanco/ Itaú. Um mau cheiro horrível, pois os mendigos fazem suas necessidades por ali, um amontoado de caixas na loja. Seria uma excelente reportagem, sem contar os inúmeros buracos onde vc sai de um e cai em outro. O percurso para se chegar a UNAERP, a própria rua que dá fundos, onde muitos estudantes passam para cortar caminho, completamente alagada, esburacada, sem iluminação adequada.
A cidade está um caos........ entregue literalmente as moscas e ratos.
Um abraço



*****Providências  do reclamado********

Celia: Olá Sra. Célia,
Agradeço pelo o pronto envio,informo que através do link consegui acesso as informações mencionadas.
Conforme dito, será envolvido áreas responsáveis para que seja adotadas medidas de providência.
Protocolo de atendimento: 4892082
Atenciosamente,
Laura ( Janaina S. dos S. Souza)
Ramal: 4036
janainasouza.santos@grupopaodeacucar.com.br
De: Celia ..... [mailto:celiafruiz@hotmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 16 de março de 2011 11:41
Para: Laura (Janaina S. dos S. Souza)
Assunto: Blog SOS Guarujá
Olá Janaína
Segue abaixo o endereço do blog.
Obrigada por sua atenção.
Célia
http://www.sosguaruja.com/2011/03/loja-ponto-rio-da-avenida-pugliese-no.html

Guarujá CVB cobra de Alckmin ponte que liga Guarujá a Santos

Uma reunião fechada acontece hoje (15) às 19h30, no Delphin Hotel – Sala Pitangueiras, em que as lideranças do turismo do Guarujá definirão estratégias para a seguinte ação: cobrar do governador Geraldo Alckmin a construção de uma ligação seca entre o balneário e Santos, prometida durante a campanha eleitoral no ano passado. Essa reunião se efetiva após notícias veiculadas na imprensa e nos bastidores da politica de que o projeto teria sido colocdo "na geladeira" em razão de outras prioridades. O assunto é abordado em Carta enviada ao governador essa semana e assinada pela presidente do Guarujá Convention & Visitors Bureau, Maria Laudenir C. S. Oliveira. "A sociedade civil organizada e mobilizada pelo Guarujá Convention & Visitors Bureau e Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, contando com ativa participação de várias entidades, se juntou ao poder público, dia 4 de março do ano passado, em mais uma audiência, para discutir e repercutir a importância da construção de uma ponte, para ligar as cidades de Guarujá e Santos. Quase um ano depois, somos surpreendidos com notícias desencontradas na imprensa que afirmam que o projeto defendido por Vossa Excelência, obra de fato indispensável ao desenvolvimento regional, teria sido “colocado na geladeira” e, pior, por decisão de Vossa Excelência, sob alegação de que seria necessário “reavaliar prioridades”.
Na carta, a presidente do Convention e outros dirigentes do setor turístico do Guarujá lamentam o descaso para com o projeto:
"Lamentamos o fato e conclamamos a Frente Parlamentar em Defesa da Ligação Seca Santos Guarujá, oficializada pelo Ato n.º 44, da Presidência da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 5 de junho de 2008, sob liderança do Deputado Estadual Paulo Alexandre Barbosa, para novamente unir forças com a Prefeitura Municipal de Guarujá, Câmara de Vereadores e entidades que, desde o início, demandam a ponte. Entre elas, Rotary Club, Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (ACEG); Clube de Diretores Lojistas de Guarujá (CDL); União das Associações e Entidades Comunitárias e Assistenciais da Ilha de Santo Amaro (Unaisa), Associação Médica do Guarujá e Associação dos Quiosqueiros do Guarujá. "
E ao final, acredita no bom senso do governador e sua administração: "Em nome do bom-senso e, ainda, confiando na sensibilidade política e capacidade de Vossa Excelência, como administrador, solicitamos um esclarecimento sobre a continuidade ou não do projeto e aproveitamos para renovar pleito pelo imediato início das obras".
Além da presidente do Guarujá Convention; Visitors Bureau, assinam a carta vários presidentes de associação da cidade balneária.


http://www.diariodoturismo.com.br/materia.asp?mtr=Guaruj%C3%A1_CVB_cobra_de_Alckmin_ponte_que_liga_Guaruj%C3%A1_a_Santos&codid=18|0|0|18|10|

terça-feira

Ambulante? Fábrica de salgados e doces?


Clique na foto para ampliar

Não dá para entender a fiscalização do Guarujá.
Como pode permitir que um carrinho desse tamanho fique estacionado na calçada de uma avenida como a Pugliese no centro do Guarujá e ao lado de um ponto de ônibus e da delegacia da cidade? Como se não bastasse,estende uma faixa de mais de dois metros quadrados oferecendo doces e salgados sem fiscalização sanitária. Depois não querem que nós cidadãos reclamemos e coloquemos na internet a avacalhação que está a cidade. Estamos nivelando a cidade por baixo e nunca mais seremos a Pérola do Atlântico.
E tem mais...acabei de receber a denúncia de que esse "ambulante" tem um carrinho idêntico próximo da rodoviária do Guarujá. 
Quem puder fotografe e envie a foto para publicarmos.



"Ambulante? Fábrica de salgados e doces?"

3 Comentários - Mostrar postagem originalRecolher comentários


Blogger ivanluis.santos disse...
cara voce poderia procurar oque fazer em ves de ficar cuidando dos vendedores ambulantes pois fique voce sabendo que tem fiscalisa;ao sim e da vigilancia sanitaria tambem seu mao informado tenho certeza que esse carrinho e mais limpo do que a sua casa. a e voce ta ganhado o que com isso seu ivejoso
15 de março de 2011 02:30
Excluir
Anônimo Anônimo disse...
Marinho, precisa cobrar do Sr. Adilson Cabral as renovações de licenças sejam revistas, pois sem critério as mesmas continuam sendo renovadas desde que se paguem as taxas e os fiscais depois nada podem fazer, o que precisa é não renovar essas licenças onde os requisitos e a Lei não está sendo cumprida.
15 de março de 2011 08:28
Excluir
Blogger Luiz Evandro disse...
ÔÔÔ sr. "invaluis.santos", que nao mostra a cara e nem de onde veio, vou te falar uma coisa: se nos fossemos parecidos com o MARIO, Guarujá não teria ambulantes burlando a Lei, tornando a cidade mais suja, mais imunda. MÁRIO, parabens e continue assim "IVEJOSO", HA, HA ha ha ha; viu Mário, voce tem inveja, digo, iveja de ambulante ???!!! incrível ...
15 de março de 2011 09:28

Dupla foge após tentar arrombar cofre de supermercado em Vicente de Carvalho

Segunda-feira, 14 de março de 2011 - 12h15
Ação frustrada
De A Tribuna On-line


Uma dupla armada tentou arrombar o cofre da tesouraria de um supermercado localizado no Jardim Boa Esperança, em Vicente de Carvalho. O crime ocorreu na manhã desta segunda-feira, no momento em que os funcionários chegavam ao estabelecimento. Um vigia foi amarrado durante a ação, que acabou frustrada com a chegada do gerente. Os suspeitos fugiram sem deixar pistas do paradeiro.

Por volta das 6h30, o responsável pela unidade do CompreBem da Avenida Áurea Gonzales Conde abria a porta de serviço do prédio quando deparou-se com uma movimentação suspeita. Ao entrar no local, encontrou um funcionário amarrado, com lacres de embalagens, caído no chão. Instantes depois, ele viu quando dois homens, não identificados, saíram correndo da loja.

A Polícia Militar foi acionada e viaturas foram encaminhadas até o supermercado. Após varredura, descobriu-se que eles não conseguiram ter acesso ao interior do cofre, mas furtaram garradas de bebidas importadas, cigarros e produtos de perfumaria. 

O valor total do prejuízo não foi mensurado. Também ainda não há informações de como e para onde fugiram os acusados do crime, que já está sendo investigado pela Polícia Civil. 

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Guarujá, responsável pela área.

Resgate

Segundo a polícia, o vigia, que permaneceu amarrado com os lacres, teve que ser socorrido por uma viatura do Resgate do Corpo de Bombeiros para o Hospital Santo Amaro. Isso em razão da posição em que ele permaneceu durante toda a tentativa de roubo. O funcionário, que não conseguia flexionar os braços e as pernas, foi atendido pelos médicos e passa bem.

segunda-feira

Subway do Guarujá.Estabelecimento com cerca de quatro meses essa franquia de multi nacional ainda não está adequada...

Clique na foto para ampliar

Guarujá continua sendo o pior exemplo de qualquer empreendimento.
Uma franquia como Subway que deve ser bem cara e fazer sérias exigências com seus franqueados vê seu nome no meio do lixo.
Por falta de orientação no horário de colocação do lixo, por falta de fiscalização pela obediência do horário vemos essa situação degradante para moradores,veranistas e turistas.
Péssimo exemplo.

domingo

Máfia das multas e lombadas eletrônicas fatura R$ 2 bilhões por ano.Veja aqui o vídeo do fantástico



É um retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil.

O Fantástico foi até a periferia de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul para documentar uma situação absurda: um edital que está pronto para ser publicado prevê a instalação de uma lombada eletrônica em uma rua de chão batido, onde só passam carroças e bicicletas e onde galinhas dividem espaço com poucos pedestres. O que está por trás desse escândalo? Corrupção.

Fraudes e muitas negociatas. É um retrato escandaloso de como funciona a indústria das multas no Brasil. Uma indústria que fatura R$ 2 bilhões por ano.

A investigação do Fantástico começa em Porto Alegre. Na capital gaúcha, o representante da empresa Engebrás, Marcio Paim Velho, se prepara para negociar a instalação de lombadas eletrônicas e radares fixos, também conhecidos como pardais.

A conversa foi registrada com uma câmera escondida pelo repórter do Fantástico Giovani Grizotti, que se passou por funcionário de uma prefeitura gaúcha e teve a colaboração de um ex-funcionário público do Rio Grande do Sul com experiência em licitações na área de trânsito.

Marcio faz uma avaliação de quanto pode pagar de propina. Ele diz que, em média, 10%. “Se quiser um pouquinho mais, um pouquinho menos, depende”.

Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito criou regras para a instalação de controladores eletrônicos de velocidade no Brasil. Pelas normas, é preciso um estudo técnico que leva em conta itens como quantidade de veículos e pedestres que utilizam a via, índices de acidentes e a velocidade permitida. Só com esse estudo, feito por empresas especializadas, é que pode ser autorizada a instalação de pardais e lombadas.
O representante da Engebrás indica uma empresa para fazer os estudos técnicos: ACT, de Porto Alegre.

Chamados pelo repórter e sem saber que estão sendo filmados, os três sócios da ACT foram até uma prefeitura do Rio Grande do Sul. Dois deles são também funcionários do governo gaúcho e um do governo federal.

São eles: João Otávio Marques Neto, funcionário da Eletrosul, uma estatal da área energética; Gisele Vasconcelos da Silva, técnica da diretoria do Detran do Rio Grande do Sul; e Paulo Aguiar, coordenador do setor de lombadas eletrônicas e radares do Daer, o departamento de estradas do estado.

Paulo Aguiar responde a processo sob a acusação de ter favorecido a Engebrás em um contrato que causou um prejuízo de R$ 13 milhões aos cofres do estado. A Engebrás foi a empresa que indicou os serviços da ACT ao repórter.

Dias depois do encontro na prefeitura, Paulo Aguiar recebeu o repórter supostamente interessado em contratar a ACT. O negócio é privado, mas a conversa foi na sala do Daer, em Esteio, Região Metropolitana de Porto Alegre. Paulo Aguiar propõe uma fraude: a contratação da empresa seria pela modalidade carta-convite, pela qual a prefeitura convida três fornecedores a apresentar um orçamento para depois escolher o de menor valor. Paulo indica duas empresas parceiras que devem ser convidadas a elaborar orçamentos. Elas vão apresentar um preço maior. Assim, a proposta da ACT será mais barata, e vai vencer a licitação

“Sem problema. Tenho mais duas empresas que trabalham comigo”, garante.

O contrato é fechado em outro prédio público. Desta vez, o segundo sócio da ACT, João Otávio, recebe o repórter na Eletrosul. Ele tenta aumentar o valor do contrato e oferece uma propina.

“Não dá para subir um pouquinho? Eu até passaria um percentual de comissão de 10%”, diz.

Gisele Vasconcelos, terceira sócia da ACT, entrega o orçamento na frente do prédio do Detran gaúcho, onde trabalha, e reforça que os outros dois orçamentos serão enviados pelo correio, com valores maiores, conforme combinado.

Os valores enviados pelos Correios são um pouco maiores que o da ACT, que apresentou um custo de R$ 20 mil.

No dia marcado para o pagamento, o ex-funcionário público que acompanhou as negociações aparece com um envelope supostamente contendo os R$ 20 mil da concorrência fraudada. Logo em seguida, chega o repórter do Fantástico.

Repórter: O que tem nesse envelope? Vocês estão fazendo alguma negociação aqui?
XXX: Não, senhor. Estamos almoçando, e esse cidadão veio aqui falar conosco.
Repórter: Quem é esse cidadão?
XXX: O senhor me desculpe, mas eu não posso.
Repórter: O senhor conhece esse cidadão que estava aqui?
XXX: Não. Não conheço. Ele chegou aqui e sentou. Não conheço.
Repórter: Nunca viu ele?
XXX: Não.
Repórter: Vocês não ofereceram propina para esse cidadão?
XXX: Pelo amor de Deus.

A investigação segue no rastro das fraudes praticadas pelas empresas que fabricam radares. Uma delas é a Perkons, de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, que tem contratos no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A Perkons diz que inventou a lombada eletrônica e é líder no segmento no Brasil.

Alexandre Carvalho representa a empresa no Rio Grande do Sul. Logo no começo, ele revela como garantir a Perkons como a fornecedora dos radares para uma prefeitura, antes mesmo de começar a licitação: preparando um edital viciado.

Quem senta para negociar é o gerente da Perkons, Jobel Araújo, que confirma a oferta de propina feita pelo vendedor Alexandre Carvallho.

“O Alexandre me falou 8,5% daquele valor, mais que isso começa a ficar inviável”, diz.

A empresa preparou o edital sem realizar um estudo técnico, como manda a lei, para saber se nesses locais é necessário instalar os radares. Preste atenção no edital: Rua Gralha Azul. Este é o endereço que apareceu no começo da reportagem. Na viela de chão batido, a empresa confirma a necessidade de instalar lombada eletrônica. E nas quatro faixas. Que faixas são essas?

“É um absurdo, uma falta total de critério. Ela não é nem pavimentada. Não tem as mínimas condições técnicas para que se justifique a implantação de uma lombada eletrônica”, avalia o engenheiro de trânsito Mauri Pânitz.

Outras revelações comprovam a falta de critérios para instalar radares no país. Em Curitiba, há empresas que oferecem negócios mais lucrativos para as prefeituras corruptas. O encontro com o Alexandre Matschinke, vendedor da Dataprom, revela uma cena de corrupção explícita.

“Se tu me ‘der’ abertura para eu ir lá e montar o teu projeto inteiro, ‘você’ vai me falar: ‘Eu quero 15%, eu quero 10%’. Eu coloco isso no valor”, diz Alexandre Matschinke.

Ele admite que o custo da propina sai do bolso do contribuinte. Esqueça os percentuais comuns nesse tipo de negociação. Aqui, é tudo no meio a meio.

Outra empresa: a CSP, de Florianópolis, mesma prática. O vendedor Tiago Rodrigues diz que pode negociar de 12% a 15% de propina. “Como o montante é maior, eu posso negociar com que o diretor dê uns 15% tranquilamente”, afirma.

Negociada a propina pelo vendedor Tiago Rodrigues, é marcada a entrega do edital.

Até aqui ele imagina estar negociando com um assessor da prefeitura. Mas, quando o repórter se identifica, ele passa a negar tudo o que havia admitido segundos antes.

“Na verdade, não é direcionado. Eu não tenho nada para falar”, despista, afirmando que não ofereceu propina.

Ainda em Curitiba, o esquema se repete com a Consilux, que tem radares na capital paranaense e em São Paulo. Quem negocia é o diretor comercial, Heterley Richter Júnior. Ele promete o edital já pronto. A propina oferecida pela Consilux: 5%. O diretor da Consilux enviou a cópia do edital pela internet.

E será que todos os motoristas são iguais perante os radares? A resposta é não. É possível anular multas de apadrinhados políticos, amigos, parentes.

Perguntado se existe alguma maneira de livrar um cara desses da multa, o diretor comercial da Consilux assegura: “Tem. Você têm”. E confessa: a Consilux já anulou multas em Curitiba. Segundo ele, ninguém descobriu.

A equipe de reportagem segue para São Paulo, outro mercado explorado pela indústria da multa. São Paulo é o estado brasileiro com o maior número de radares: 4 mil, quase 11 milhões de multas em 2010, uma a cada três segundos. Um representante de outro fabricante de radares, a Consladel, confirma a fraude que permite tirar multas antes que elas sejam enviadas ao Detran.

A partir daí, Cleberton Tintor segue o roteiro desse tipo de negociata: propinas, editais direcionados, fraudes.

“Eu tenho o edital pronto. Eu te passo os pontos e você ‘encaixa’ o valor que eu te dei.
Aí, eu acerto até o valor da comissão. Então, comissão de 3% a 5%, tira multa e direciona o edital”, explica.

Outra empresa paulista, a Splice, também faz parte do esquema ilegal. E as cenas flagrantes de corrupção se repetem. Sobra dinheiro até para a campanha eleitoral de prefeitos corruptos.

Para o vendedor da empresa, José Leandro Vitt, a fraude dos editais é comum no mercado. E acusa a concorrente gaúcha Eliseu Kopp de participar do esquema.

O Fantástico teve acesso a editais publicados por quatro prefeituras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina em que a Kopp venceu a licitação. Nos de Lagoa Vermelha, Erechim e Rio do Sul, trechos inteiros são exatamente iguais.

Sem saber que está sendo gravado o funcionário da Eliseu Kopp, Jean Carlos Ferreira, admite a montagem de editais para direcionar a licitar em favor da empresa.

“Esse aqui é o meu produto. Se você gostar, eu vou te dizer quais são as especificações dele. Eu vou te dar uma ajuda. E tu ‘vai’ montar. É assim que as prefeituras fazem. É legal”, afirma.

Não. Isso é crime contra as licitações. E contra o bolso do contribuinte.

“O que nós constatamos nesses editais são situações de possível direcionamento dessas licitações em função, por exemplo, da especificação dos equipamentos que estão sendo demandados. Um edital direcionado seria uma falha gravíssima”, diz Cezar Miola, vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Gande do Sul.

Há dois anos em Carazinho, no interior gaúcho, o promotor da cidade conseguiu suspender as lombadas e radares da Eliseu Kopp. Mas a razão foi outra. Ele descobriu que 85% da arrecadação com multas seriam repassados à empresa. Quanto mais multas, mais dinheiro para a Kopp. Em outra cidade do interior gaúcho, Vacaria, a cláusula do contrato que previa os repasses à empresa foi suspensa. Em um ano, a prefeitura economizou R$ 1 milhão.

O repasse de percentuais de multas às empresas como a Eliseu Kopp pode livrar milhares de motoristas das penalidades. Isso porque as multas podem ser anuladas. Foi o que decidiu a Justiça do Ceará depois de denúncia feita pelo procurador da República Oscar Costa Filho.

“Uma resolução do Contran de outubro de 2002 diz que todas aquelas multas que tenham com base em contratos que estipulassem a chamada cláusula de produtividade ou cláusula de remuneração – o que significa quanto mais multas se aplica mais se arrecada – devem ser imediatamente retiradas do sistema”, explica.

E o que acontece quando o radar não está onde deveria? Em 2009, um estudo apontou os 50 trechos de rodovias brasileiras onde mais acontecem acidentes com mortes.
“As pessoas que estão sendo mortas todos os dias no trânsito acabam sendo totalmente desvalorizadas por estudos que estão sendo mal feitos e radares mal colocados”, comenta o programador Israel dos Santos Rodrigues.

Segundo o levantamento, lidera o ranking de mortes um trecho na Rodovia BR-282, no oeste de Santa Catarina. Na semana passada, 27 pessoas morreram em um acidente envolvendo um ônibus e uma carreta.

“Nós temos que fiscalizar, usar os equipamentos disponíveis, a tecnologia que está aí para salvar vidas, desde que tenham critérios para isso. E, claro, um dos critérios é que não tenha falcatrua, tráfico de influências, interesses. Os radares devem estar nos locais onde realmente vão salvar vidas. E falcatrua com vidas é inadmissível”, ressalta Diza Gonzaga, da Fundação Thiago Gonzaga Vida Urgente.

O Fantástico pediu explicações para as empresas citadas na reportagem.

“A empresa não participa de acordos de mercado. A empresa não faz direcionamento de editais. Pelo que eu vi da declaração, foi dentro de uma conversa informal onde o funcionário estava dizendo ao pretenso representante da prefeitura que ele estava oferecendo uma especificação do produto. Até porque essa não é, não foi e nunca será a orientação da empresa”, afirma Nelson Momo, diretor da Kopp.

A Consilux também se manifestou.

“A nossa política é muito clara: não admitimos nada parecido com isso. Todos os nossos contratos são muito transparentes. Não existe a menor possibilidade de ter qualquer tipo de negociata”, diz o diretor-presidente da Consilux, Aldo Vendramin.

Em nota, a empresa Splice, de Votorantim, no interior de São Paulo, disse que repudia esquemas ilegais e que afastou o funcionário mostrado na reportagem.

Na capital paulista, a Consladel divulgou nota negando as irregularidades denunciadas e que o vendedor da imprensa imaginava estar negociando com um representante comercial, por isso, a oferta de comissão.

A Perkons, de Curitiba, disse que vai se manifestar depois de a reportagem ir ao ar. O advogado da Dataprom, também de Curitiba, disse que a empresa desconhece as práticas reveladas pelo Fantástico.

Procuradas, as prefeituras de Erechim e Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul, e Rio do Sul, em Santa Catarina, negaram que os editais tenham sido direcionados para favorecer a empresa Eliseu Kopp.

O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, a quem o Daer é subordinado disse que o coordenador Paulo Aguiar será exonerado do cargo nesta segunda-feira (14).

“Ver um agente privado oferecendo vantagens a um agente público narrando essa obtenção de vantagens é realmente personificar corrupção e algo revoltante”, avalia o procurador-geral do Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul, Geraldo da Camino. 
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Trânsito

Fiscalização Eletrônica do Trânsito
Prefeitura instalou 22 equipamentos de fiscalização eletrônica de trânsito, a previsão de início de funcionamento no dia 17 de Dezembro de 2010.
Mapa de Radares

Visualizar Fiscalização Eletrônica de Trânsito em um mapa maior
Relação de radares e lombadas eletrônicas
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Av. dos Caiçaras
Próximo a Rua Gino Fabris
Sentido Guaiúba
Radar - Velocidade máxima de 50 km/h
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Av. dos Caiçaras
Próximo a Rua Gino Fabris
Sentido Santa Rosa
Radar - Velocidade máxima de 50 km/h
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Av. Des. Plínio de Carvalho Pinto
Próximo ao número 338
Sentido Enseada
Radar - Velocidade máxima de 50 km/h
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Av. Des. Plínio de Carvalho Pinto
Próximo ao número 338
Sentido Pernambuco
Radar - Velocidade máxima de 50 km/h
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Av. Lídio Martins Correa
Próximo ao término da faixa de domínio da Ecovias
Sentido Enseada
Radar - Velocidade máxima de 50 km/h
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Av. Helena Maria
Altura da Rua Azuil Loureiro
Sentido Av. Adhemar de Barros
Radar - Velocidade máxima de 40 km/h
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Av. Helena Maria
Altura da Rua Azuil Loureiro
Sentido Astúrias
Radar - Velocidade máxima de 40 km/h
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Av. Adhemar de Barros
Na saída do Viaduto
Sentido Ferry Boat
Lombada Eletrônica - Velocidade máxima 40 km/h
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Av. Leomil
Entre a Rua México e Rua Silva Valadão
Sentido Centro
Lombada eletrônica - Velocidade máxima 40 km/h
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Av. Santos Dumont
Em frente à Igreja Universal
Sentido Centro
Lombada Eletrônica - Velocidade máxima 30 km/h
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Av. Santos Dumont
Próximo à Rua Idalino Pinez
Sentido Vicente de Carvalho
Radar Semafórico
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Av. Santos Dumont
Próximo à Rua Idalino Pinez
Sentido Centro
Radar Semafórico
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Av. Puglisi
Esquina com a Rua Buenos Aires 
Sentido Centro
Radar Semafórico
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Av. Puglisi
Esquina com a Rua Buenos Aires 
Sentido Viaduto
Radar Semafórico
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Av. Adhemar de Barros
Esquina com a Rua Prefeito Domingos de Souza
Sentido Ferry Boat
Radar Semafórico
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Av. Dep. Emilio Carlos
Esquina com a Rua Quinto Bertoldi, em frente ao Hospital Santo Amaro
Sentido Enseada
Radar Semafórico
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Av. D. Pedro I
Esquina com a Rua Marivaldo Fernandes, próximo ao Teatro Procópio Ferreira
Sentido Enseada
Radar Semafórico
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Av. D. Pedro I
Esquina com a Rua Marivaldo Fernandes, próximo ao Teatro Procópio Ferreira
Sentido Centro
Radar Semafórico
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Av. Santos Dumont
Esquina com a Rua Valdomiro Macário
Sentido Vicente de Carvalho
Radar Semafórico
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Av. Santos Dumont
Em frente à cabeceira da Ponte do Rio Santo Amaro
Sentido Vicente de Carvalho
Radar - Peso até 6 toneladas
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Av. Áurea Gonzalez Conde
Entre a Rodovia Conêgo Domênico Rangoni e a Travessa Jardim Progresso
Sentido Vicente de Carvalho
Radar - Peso até 6 toneladas
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