domingo
Temporada de 2.016.
Guarujá
vai colher esse ano o que vem semeando há muitos.
Chove
muito na cidade e esse ano tivemos até nuvem tóxica. De verdade ou
de mentira, exagerada ou não, assustou os moradores fazendo com que
os turistas ficassem bem longe daqui, e foi só assim que o nome da
cidade foi parar em todas as TVs do Brasil.
As
ruas continuam sendo alagadas por causa do lixo que entope os
bueiros, causando pequenos congestionamentos nas ruas porque há
poucos carros dos raros turistas.
A
infeliz permissão de estacionar dos dois lados da rua continua
ocupando dois terços da via transitável.
Os
comerciantes já perceberam que essa temporada será a pior dos
últimos anos. Os sobreviventes estão contabilizando vendas mais de
cinquenta por cento inferiores ao ano passado, que já foi muito
ruim.
Já
falei do shopping de verão do Hotel Casa Grande que sequer abriu.
Fiasco seria uma palavra muito boa para adjetivar o desastre completo
daquele que já foi templo de consumo e de bom gosto.
A
denominada Feirinha Hippie da Praia de Pitangueiras tem gente, mas
não vende nada. Resistiu à onda de se transformar em um monte de
lojinhas de roupas de mau gosto, péssima qualidade e procedência
duvidosa, como a das Astúrias, mas cerca de metade vende porcarias
feitas no Brasil e o resto vende porcarias “made in china”
Lá,
nas Astúrias, os boxes que também são cedidos a permissionários
pela prefeitura (sabe-se lá com que critério), foram alugados ou
vendidos pelos permissionários originais a pequenos comerciantes que
vendem de tudo um pouco. Isso mesmo, um pouco. Tão pouco que a lei
da oferta e da procura vai se encarregando de fazer a justiça que a
fiscalização faz vistas grossas. Vão vender tão pouco e com
pequena lucratividade e tanta concorrência, que mal vai dar para
pagar o aluguel para os donos espertalhões e as funcionárias.
Os
restaurantes do Guarujá não têm melhor sorte. Nunca estão cheios
e mal e mal vão faturar o suficiente para arcar com os custos depois
da temporada. Lucro de verdade que é bom, como havia antigamente,
onde se ganhava dinheiro para trocar de carro e até mesmo comprar
uma propriedade nunca mais.
Os
postos de saúde e hospitais são os únicos que não se queixam de
falta de clientes, só reclamam o excesso de doentes, já que não se
pode chamá-los de pacientes pois vira e mexe sai briga de mal
atendido com mau atendente.
Dengue,
diarreia, intoxicação alimentar, lesões corporais e tiros vão
deixar esses locais cada vez mais lotados.
E
a UNIMED do Guarujá heim? Deixa pra lá…. administrada por médicos
guarujaenses, ninguém esperava outra coisa.
Com
muitas reclamações e com contas milionárias a serem pagas pelos
proprietários de imóveis, já chegou o maior IPTU do Brasil. Com
isso, os donos dos imóveis serão chamados para contribuir com
dinheiro bom para péssimos administradores.
E
os fogos, as bandas e o carnaval? A falta de dinheiro se encarregou
disso. Minguaram à morte.
A
prefeitura que quisesse fazer festa deveria buscar apoio das empresas
que faturam só na temporada e levam o dinheiro embora, a saber, as
cervejeiras, os vendedores de água, sucos, coco etc.
E
os quiosques? Esse é um assunto que eu gosto sempre de abordar
porque parece milagre. Multiplicam-se a cada ano, produzem lixo e nem
sequer se dão ao luxo de embalar corretamente. De um tempo para cá
fizeram banheiros e duchas para vender banho e sabe-se lá onde
despejam essa água e esses dejetos. Alguns falam do número de
empregos que geram, mas eu gostaria de ver o livro de registro de
empregados e as carteiras de trabalho. Uma mentirada descarada que só
não termina no Ministério do Trabalho porque essas pessoas, muitas
delas menores, têm medo e pouco conhecimento dos seus direitos.
Assunto
vasto, a temporada de 2.016 será ser rápida e dolorida. Muitos já
avaliam seus prejuízos e contam que a temporada de verdade só vai
do dia 28 de dezembro a 6 de janeiro.
Com
a chuva que caiu nesses dias não deu para lavar a égua, como se diz
mas vai servir para arrastar muita gente para o buraco.
Já
ia me esquecendo da falta dos banheiros públicos. Para variar, nem
mesmo os químicos foram colocados. Sem banheiros, todos os
frequentadores do Guarujá vão ter de ver bem de perto a merda que
está a cidade e optar por fazer as suas merdas nas próprias casas
ou no mar.
Isso
não é mais Pérola do Atlântico, são pérolas aos porcos!
Guarujá
vai colher esse ano o que vem semeando há muitos.
Chove
muito na cidade e esse ano tivemos até nuvem tóxica. De verdade ou
de mentira, exagerada ou não, assustou os moradores fazendo com que
os turistas ficassem bem longe daqui, e foi só assim que o nome da
cidade foi parar em todas as TVs do Brasil.
As
ruas continuam sendo alagadas por causa do lixo que entope os
bueiros, causando pequenos congestionamentos nas ruas porque há
poucos carros dos raros turistas.
A
infeliz permissão de estacionar dos dois lados da rua continua
ocupando dois terços da via transitável.
Os
comerciantes já perceberam que essa temporada será a pior dos
últimos anos. Os sobreviventes estão contabilizando vendas mais de
cinquenta por cento inferiores ao ano passado, que já foi muito
ruim.
Já
falei do shopping de verão do Hotel Casa Grande que sequer abriu.
Fiasco seria uma palavra muito boa para adjetivar o desastre completo
daquele que já foi templo de consumo e de bom gosto.
A
denominada Feirinha Hippie da Praia de Pitangueiras tem gente, mas
não vende nada. Resistiu à onda de se transformar em um monte de
lojinhas de roupas de mau gosto, péssima qualidade e procedência
duvidosa, como a das Astúrias, mas cerca de metade vende porcarias
feitas no Brasil e o resto vende porcarias “made in china”
Lá,
nas Astúrias, os boxes que também são cedidos a permissionários
pela prefeitura (sabe-se lá com que critério), foram alugados ou
vendidos pelos permissionários originais a pequenos comerciantes que
vendem de tudo um pouco. Isso mesmo, um pouco. Tão pouco que a lei
da oferta e da procura vai se encarregando de fazer a justiça que a
fiscalização faz vistas grossas. Vão vender tão pouco e com
pequena lucratividade e tanta concorrência, que mal vai dar para
pagar o aluguel para os donos espertalhões e as funcionárias.
Os
restaurantes do Guarujá não têm melhor sorte. Nunca estão cheios
e mal e mal vão faturar o suficiente para arcar com os custos depois
da temporada. Lucro de verdade que é bom, como havia antigamente,
onde se ganhava dinheiro para trocar de carro e até mesmo comprar
uma propriedade nunca mais.
Os
postos de saúde e hospitais são os únicos que não se queixam de
falta de clientes, só reclamam o excesso de doentes, já que não se
pode chamá-los de pacientes pois vira e mexe sai briga de mal
atendido com mau atendente.
Dengue,
diarreia, intoxicação alimentar, lesões corporais e tiros vão
deixar esses locais cada vez mais lotados.
E
a UNIMED do Guarujá heim? Deixa pra lá…. administrada por médicos
guarujaenses, ninguém esperava outra coisa.
Com
muitas reclamações e com contas milionárias a serem pagas pelos
proprietários de imóveis, já chegou o maior IPTU do Brasil. Com
isso, os donos dos imóveis serão chamados para contribuir com
dinheiro bom para péssimos administradores.
E
os fogos, as bandas e o carnaval? A falta de dinheiro se encarregou
disso. Minguaram à morte.
A
prefeitura que quisesse fazer festa deveria buscar apoio das empresas
que faturam só na temporada e levam o dinheiro embora, a saber, as
cervejeiras, os vendedores de água, sucos, coco etc.
E
os quiosques? Esse é um assunto que eu gosto sempre de abordar
porque parece milagre. Multiplicam-se a cada ano, produzem lixo e nem
sequer se dão ao luxo de embalar corretamente. De um tempo para cá
fizeram banheiros e duchas para vender banho e sabe-se lá onde
despejam essa água e esses dejetos. Alguns falam do número de
empregos que geram, mas eu gostaria de ver o livro de registro de
empregados e as carteiras de trabalho. Uma mentirada descarada que só
não termina no Ministério do Trabalho porque essas pessoas, muitas
delas menores, têm medo e pouco conhecimento dos seus direitos.
Assunto
vasto, a temporada de 2.016 será ser rápida e dolorida. Muitos já
avaliam seus prejuízos e contam que a temporada de verdade só vai
do dia 28 de dezembro a 6 de janeiro.
Com
a chuva que caiu nesses dias não deu para lavar a égua, como se diz
mas vai servir para arrastar muita gente para o buraco.
Já
ia me esquecendo da falta dos banheiros públicos. Para variar, nem
mesmo os químicos foram colocados. Sem banheiros, todos os
frequentadores do Guarujá vão ter de ver bem de perto a merda que
está a cidade e optar por fazer as suas merdas nas próprias casas
ou no mar.
Isso
não é mais Pérola do Atlântico, são pérolas aos porcos!
quarta-feira
Guarujá desse jeito não há quem aguente.
Diz o ditado popular que desgraça pouca é bobagem.
Parece que para o Guarujá a sucessão de más notícias, como era esperado, já deu lugar às péssimas.
A reforma do estádio de futebol consumiu mais de vinte milhões de reais, não viu nenhum jogo e terminou o tempo regulamentar com vários processos na cabeça dos envolvidos.
O avião do candidato a presidência da república Eduardo Campos espatifou-se em Santos, porque não conseguiu aterrizar no aeroporto do Guarujá, aquele que tem mais estória que qualquer novela mexicana ou global.
Tenho visto a Associação Comercial do Guarujá bastante envolvida no processo de privatização do mesmo. Certamente não será um jogo de cartas marcadas. Prá que?
Com inveja do incêndio que destruiu depósitos na cidade vizinha,Guarujá superou-a com um incêndio com direito “nuvem tóxica” que teria feito reduzido a traque qualquer filme apocalíptico. De concreto o que e viu foram cerca de duzentos atendimentos o que deve ter gerado pelo menos a metade de faltas ao serviço com atestados “assinados nos joelhos”.
O Carnaval vem aí, e antes que eu seja tachado de pessimista, gostaria que as autoridades incompetentes ficassem atentas arrastões nas calçadas e na areia e principalmente com a venda de todo tipo de alimentos pelos ambulantes pois o nosso mosquito da dengue sozinho não vai conseguir o primeiro lugar absoluto nas manchetes negativas da TV Tribuna com repetição de todas as afiliadas da Rede Globo do Brasil.
Já tivemos faz algum tempo o escândalo do “mensalinho”, o “cala boca” que garante a sustentabilidade do mandato espúrio de prefeitos. Está em estado vegetativo em alguma gaveta bem lubrificada do Judiciário mas pelo tempão que faz e pela “sede” dos parlamentares, deve estar próximo de novas denúncias, dessa vez sacramentadas pelo instrumento da caguetagem premiada.
Que eu saiba, por aqui não tem petróleo mas vai que comecem as obras do túnel….por aqui tudo é possível, só falta achar petróleo e aí sim! Teremos um escândalo que fará jus ao da Pertrobrás. Ah...já ia esquecendo, bloquearam todos os bens conhecidos da prefeita, do Duíno e do resto da turma.Vichi!!!Segura... que vai ser um pega-prá-capá para ver quem é que vai vai à forra primeiro, para garantir a reposição dos mesmos...
sábado
Para quem pensa que é de hoje que eu brigo pelo Guarujá veja essa carta de 1991. Quase 25 ANOS!!!!
Enviei essa carta ao Jornal A Estância do Guarujá na edição no. 3.374. página 2- De 7 de dezembro a 20 de dezembro de 1.991.
Senhor Redator: Residimos no Guarujá, eu e minha mulher, e em recentes conversas com amigos, temos verificado a unanimidade das opiniões quanto ao descaso das autoridades em relação à cidade.
As ruas estão sujas, esburacadas, os bueiros entupidos, lixo amontoado nas esquinas, principalmente aqui na Praia da Enseada.
Raríssimos cestos para lixo, buracos imensos espalham pedras pela praia e pela rua.
Copos de papel, garrafas descartáveis. latas de cerveja e refrigerantes pela rua,principalmente em frente aos restaurantes O Posto,Dati,Luau e outros.
Bares e padarias imundos, como os situados na Estrada do Pernambuco, deixam o lixo amontoado em suas portas, ou o que é pior, jogam em terrenos baldios sem muros e sem calçamento, com mato de metros de altura.
E os turistas de um dia, Senhor Redator. Ninguém quer tirar o direito de quem quer que seja passar um dia na praia. Mas é preciso que esses turistas tenham respeito e que tenham infraestrutura, tal como banheiros, chuveiros e estacionamento.
Não é o que ocorre. Eles fazem pic-nic na praia, jogam restos na rua e fazem suas necessidades no mar. Note bem Senhor, não estou falando do Perequê, estou falando da Praia da Enseada, Praia de Pitangueiras, Astúrias etc.
Nós que moramos no Guarujá e pagamos caros impostos queremos uma resposta das autoridades. Onde está o nosso dinheiro e exigimos o mínimo: respeito, segurança, limpeza e manutenção das ruas, calçadas e praias.
Senhor Redator: Guarujá sempre foi considerada uma das cidades balneárias mais bonitas do país. Hoje só os cegos não veem a sujeira da cidade.
Não se pode permitir o acesso ao turista onde não há infra-estutura. Em anos passados os ônibus eram proibidos de estacionar ou deixar passageiros fora do terminal turístico. Hoje, nem na Avenida Miguel Stefno, na Praia das Tartarugas, existem dois campings e estacionamento para ônibus, sem vestiários, banheiros, restaurantes dignos para a classe menos favorecida. Que ninguém nos diga que esses turistas de um dia irão almoçar no Ruffino, no Il Faro ou no Timoneiro!
Senhor Redator, imagine uma casa na Península, onde as mais baratas passam de um milhão de dólares, sendo importunados pelo barulho infernal dos Jet-skis. E eu não estou falando de um barulho normal. Estou me referindo aos “envenenados” mini veículos sem escapamento.
Ao ler inclusive na sua conceituada publicação que as autoridades estão tentando organizar a pratica, só posso dizer que todos estão coniventes com a irregularidade que é permitir que pessoas não habilitadas dirijam veículos motorizados.
Isso é proibido! Os veículos, pelo regulamento da Capitania dos Portos só podem ser conduzidos por maiores de idade com habilitação.
Por esses motivos, senhor, quero expressar a minha tristeza com aqueles que só se preocupam co politicagem e abandonam nossa cidade e seus cidadãos. Mario Guzman- Guarujá.
Resposta do Editor:
As ruas estão sujas, esburacadas, os bueiros entupidos, lixo amontoado nas esquinas, principalmente aqui na Praia da Enseada.
Raríssimos cestos para lixo, buracos imensos espalham pedras pela praia e pela rua.
Copos de papel, garrafas descartáveis. latas de cerveja e refrigerantes pela rua,principalmente em frente aos restaurantes O Posto,Dati,Luau e outros.
Bares e padarias imundos, como os situados na Estrada do Pernambuco, deixam o lixo amontoado em suas portas, ou o que é pior, jogam em terrenos baldios sem muros e sem calçamento, com mato de metros de altura.
E os turistas de um dia, Senhor Redator. Ninguém quer tirar o direito de quem quer que seja passar um dia na praia. Mas é preciso que esses turistas tenham respeito e que tenham infraestrutura, tal como banheiros, chuveiros e estacionamento.
Não é o que ocorre. Eles fazem pic-nic na praia, jogam restos na rua e fazem suas necessidades no mar. Note bem Senhor, não estou falando do Perequê, estou falando da Praia da Enseada, Praia de Pitangueiras, Astúrias etc.
Nós que moramos no Guarujá e pagamos caros impostos queremos uma resposta das autoridades. Onde está o nosso dinheiro e exigimos o mínimo: respeito, segurança, limpeza e manutenção das ruas, calçadas e praias.
Senhor Redator: Guarujá sempre foi considerada uma das cidades balneárias mais bonitas do país. Hoje só os cegos não veem a sujeira da cidade.
Não se pode permitir o acesso ao turista onde não há infra-estutura. Em anos passados os ônibus eram proibidos de estacionar ou deixar passageiros fora do terminal turístico. Hoje, nem na Avenida Miguel Stefno, na Praia das Tartarugas, existem dois campings e estacionamento para ônibus, sem vestiários, banheiros, restaurantes dignos para a classe menos favorecida. Que ninguém nos diga que esses turistas de um dia irão almoçar no Ruffino, no Il Faro ou no Timoneiro!
Senhor Redator, imagine uma casa na Península, onde as mais baratas passam de um milhão de dólares, sendo importunados pelo barulho infernal dos Jet-skis. E eu não estou falando de um barulho normal. Estou me referindo aos “envenenados” mini veículos sem escapamento.
Ao ler inclusive na sua conceituada publicação que as autoridades estão tentando organizar a pratica, só posso dizer que todos estão coniventes com a irregularidade que é permitir que pessoas não habilitadas dirijam veículos motorizados.
Isso é proibido! Os veículos, pelo regulamento da Capitania dos Portos só podem ser conduzidos por maiores de idade com habilitação.
Por esses motivos, senhor, quero expressar a minha tristeza com aqueles que só se preocupam co politicagem e abandonam nossa cidade e seus cidadãos. Mario Guzman- Guarujá.
Resposta do Editor:
O Mário anda, realmente bastante chateado.
sexta-feira
"CPI da Merenda", em Guarujá, ouve seis testemunhas no primeiro dia
Comissão apura supostas irregularidades no contrato de fornecimento de merenda escolar
DE A TRIBUNA ON-LINE
02/07/2015 - 21:30 - Atualizado em 02/07/2015 - 21:38
| Comissão Processante ouviu seis testemunhas |
A Comissão Processante (CP) do "Escândalo da Merenda", em Guarujá, ouviu nesta quinta-feira (2) seis das 13 testemunhas arroladas no processo, que investiga irregularidades no contrato de fornecimento de merenda escolar para as unidades de ensino da Cidade. Foram três testemunhas de acusação e três de defesa. Nesta sexta-feira (3), outras sete testemunhas de defesa prestarão depoimento.
O dia de oitivas começou com a professora e ex-presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Elizabeth da Silva Barbosa, responsável pela denúncia, no primeiro semestre de 2014.
No depoimento, Elizabeth elencou diversas irregularidades no contrato, como inferioridade nutricional dos alimentos servidos, não cumprimento de exigências contidas no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e suposto cerceamento do trabalho de fiscalização dos conselheiros. Outras duas ex-membros do CAE foram ouvidas.
Durante a tarde, prestaram depoimentos três testemunhas de defesa, escolhidas pela prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), acusada no processo aberto pela Câmara de Vereadores. Ela não acompanhou os trabalhos da comissão nesta quinta-feira, nem enviou representante jurídico. Por isso, um advogado dativo, nomeado pela OAB local, foi incumbido de tal tarefa, garantindo assim a legalidade do processo.
"Foi um dia bastante produtivo, a meu ver. Deu para a gente tirar dúvidas e reforçar suspeitas, ainda que testemunhas de defesa pouco tenham contribuído com informações que pudessem expor o contraditório", opinou o presidente da comissão processante, o vereador Edilson Dias (PT).
Em nota, a Prefeitura de Guarujá disse estar acompanhando os depoimentos que estão sendo feitos e afirmou ter segurança na regularidade e qualidade da merenda escolar de Guarujá. "As ações cumprem rigorosamente o que determina o Plano Nacional de Educação e a lei 8.666, que estabelece normas sobre licitações e contratos. Nunca houve falta de fiscalização por parte do Município", defendeu. "A merenda escolar de Guarujá inclusive foi premiada e teve seu projeto 'Merenda Saudável' publicado no livro 'Município que Educa – Inovações em processo', no ano de 2011".
Segundo a Administração Municipal, a advogada da prefeita estará na Câmara nesta sexta-feira para acompanhar os trabalhos.
Serão ouvidos, como testemunhas de defesa, o coordenador financeiro Gustavo Guerra Dias; o dirigente regional de ensino, João Bosco Arantes Braga Guimarães; a diretora do PROE, Luciana Saliuturi; a diretora da Escola Afonso Nunes, Maria Aparecida Andrade de Oliveira; a supervisora de merenda Maria Helena Ramos dos Reis; a diretora da Escola Furlani, Núbia Xavier da Silva, e a coordenadora de merenda Regina Célia de Oliveira Lopes.
Na segunda-feira (6), a comissão reservou o dia para ouvir a prefeita, ou o representante jurídico dela. No dia 15 está prevista a leitura do relatório conclusivo para a apreciação do Plenário. O processo pode resultar na cassação de Antonieta, dependendo do relatório final e da votação dos vereadores.
quarta-feira
Discussão sobre os equipamentos de sinalização sonora utilizados nas garagem na cidade do Rio de Janeiro
* Ricardo E. Musafir
A Lei Municipal 938,
de 29 de dezembro de 1986, determina a instalação de equipamento
audiovisual de sinalização sonora e luminosa para advertência de
pedestres em “entradas ou saídas de veículos”. Especifica
também particularidades da operação e instalação desses
dispositivos, como, por exemplo, a obrigação do desligamento do
sinal sonoro no período noturno ou a duração máxima permitida
para o sinal. A presente comunicação discute tanto as
particularidades da Lei 938/86 como as características dos sistemas
de sinalização encontrados no Município do Rio de Janeiro,
incluindo sua forma de operação e eficiência.
Segundo a Lei,
“sinaleiras de advertência” devem ser instaladas nas “entradas
e saídas de veículos”, seja em garagens particulares,
estacionamentos ou oficinas mecânicas, quando comportarem mais de
dois veículos. Residências unifamiliares, cujas garagens ou pátios
de estacionamento comportem até quatro veículos estão dispensadas
da instalação. A Lei determina também que: o equipamento deve ser
acionado “quando da saída” dos veículos; o comando pode ser
“manual ou automático”. “Se automático, obedecerá ao contato
de dispositivos, colocados no piso da garagem, com as rodas dos
veículos ou por meio de sistema de células foto-elétricas”; o
sinal sonoro “deve ser desligado diariamente no período entre as
22:00 e 6:00 horas”, mantendo-se, entretanto, a sinalização
luminosa; equipamento “não poderá emitir níveis sonoros
superiores a 85 dB(A)” ; “o tempo de funcionamento do dispositivo
sonoro” não poderá “ser superior a 30 segundos”.
A mera observação
revela que, enquanto a maioria das garagens da Zonas Sul e Norte do
Município possuem o referido equipamento de sinalização
audiovisual, a sua operação está, freqüentemente, em desacordo
com a Lei. Por exemplo: um grande número de instalações é feito
de tal maneira que o sinal sonoro é acionado tanto na saída quanto
na entrada de veículos, além de em diversas outras oportunidades
não relacionadas à movimentação de veículos; a determinação do
desligamento noturno é, freqüentemente, ignorada.
A fim de melhor
ilustrar esses aspectos, são apresentados abaixo os dados referentes
a dois levantamentos realizados na Zona Sul do Município do Rio de
janeiro, o primeiro em 1993, envolvendo 30 prédios nos bairros de
Laranjeiras, Flamengo e Largo do Machado, e o segundo, realizado em
setembro de 2002, referente a 40 prédios em Copacabana.
Parte dos dados
obtidos no primeiro levantamento – apresentados de forma mais
detalhada no 14o Encontro da Sociedade Brasileira de Acústica [1] –
está mostrada na Tabela I, enquanto que os do segundo, na Tabela II.
As característica listadas são o tipo de acionamento, a quantidade
dos equipamentos que são acionados apenas pela saída de veículos
e, também, daqueles que são desligados no período noturno. Outras
características são discutidas no texto.
Tabela I:
Distribuição do tipo e particularidades do acionamento e operação
dos sistemas de sinalização para 30 prédios (1993). A: abertura do
portão; B: borracha no chão; M: manual.
Tabela Musafir 1
Tabela II:
Distribuição do tipo e particularidades do acionamento e operação
dos sistemas de sinalização para 40 prédios em Copacabana (2002).
A: abertura do portão; B: borracha no chão; C: célula
foto-elétrica; M: manual.
Tabela Musafir 2
Os tipos de
acionamento observados foram o manual (nesse caso, todos controlados
pelo porteiro no segundo levantamento e cerca de metade pelo porteiro
e metade pelo motorista, no primeiro) e três tipos de acionamento
automático: associado à abertura do portão da garagem (ou da grade
do prédio), sendo esse o método mais encontrado; o uso de uma
borracha no solo, a ser pressionada pelas rodas do veículo; sensor
com célula foto-elétrica (apenas duas ocorrências, ambas no
segundo levantamento).
Os dados indicam o
predomínio da utilização do acionamento automático em relação
ao manual. Esta e outras características são discutidas mais
detalhadamente abaixo.
Alguns problemas do
acionamento automático
É importante notar
que, dentre os 66 sistemas de acionamento automático encontrados nos
dois levantamentos, apenas um – no levantamento de 1993, utilizando
borrachas no solo – poderia ser chamado de inteligente, pois era
feito de forma a soar exclusivamente na saída dos veículos. Os
demais soam, no mínimo, na entrada e na saída. Costumam,
entretanto, soar também em outras ocasiões: Os sistemas acionados
através de borracha soam quando a mesma é pisada ou na
eventualidade de ser pressionada durante manobras na garagem. Mais
grave é o caso das células foto-elétricas, que disparam o sinal
sonoro quando qualquer objeto (por exemplo, veículos ou pessoas)
interrompe o feixe luminoso. Foram observados, nesse caso, episódios
de acionamentos durando mais de um minuto sem saída ou entrada de
carros. A pior situação, entretanto, é a do acionamento associado
à abertura do portão, já que em um número apreciável de prédios
o portão da garagem (ou a grade que dispara o sinal sonoro) é
freqüentemente aberto para a passagem de pedestres, seja para acesso
à garagem ou à entrada de serviço. Nesses casos, a entrada de
entregadores de pizza ou de farmácia é saudada por um sinal sonoro.
Existem casos extremos em que praticamente todo o acesso ao prédio
é, de fato, feito pela abertura de uma grade que aciona o sinal
sonoro, que é disparado a cada entrada ou saída de pedestre, além
de nas movimentações de veículos.
É possível a
interpretação de que a Lei exige o acionamento tanto na entrada
quanto na saída dos veículos – pois “dispõe sobre a
obrigatoriedade da instalação de sinaleiras de advertência para
pedestres nas entradas e saídas de garagens de automóveis” – o
que justificaria o tipo de sistema de acionamento automático mais
freqüentemente encontrado. Como, entretanto, a Lei permite o
acionamento manual (que não é utilizado para sinalizar entradas),
dizendo claramente que o sinal sonoro deve ser acionado “na saída”
dos veículos, não resta dúvida de que essa interpretação é
equivocada. Existe também a opinião, ouvida algumas vezes durante o
último levantamento, de que é importante para os pedestres a
sinalização tanto da saída quanto da entrada de veículos. Como,
para entrada na garagem, o motorista tem a plena visão do movimento
dos pedestres, (podendo, se conveniente, utilizar a buzina), esse
argumento não se justifica.
Para alguns prédios,
a saída da garagem é de tal forma que permite que o motorista tenha
visão completa dos transeuntes que podem cruzar o caminho do
veículo, não havendo, então, nenhuma necessidade de sinalização.
Nesses casos (nos quais o sinal é disparado, geralmente, pela
abertura de uma grade que permite a visão para os dois lados), todos
os acionamentos podem ser considerados inúteis.
Duração do Sinal
No levantamento de
1993, a duração do sinal sonoro foi verificada para todos os 30
prédios, estando, na grande maioria dos casos em torno de 30
segundos, tanto para acionamento manual como para automático (no
segundo caso esse é, aproximadamente, o tempo para abertura e
fechamento automático do portão).
No levantamento de
2002 a duração do sinal não foi sistematicamente levantada,
observando-se, entretanto, que no caso de acionamento manual a) em
alguns casos o sinal é emitido apenas enquanto o botão da campainha
estiver sendo pressionado, este sendo, sem dúvida, o melhor sistema;
b) há casos em que a minuteria está programada para emitir um sinal
com duração excessivamente longa: foram observados casos de sinas
de 1 minuto e até, para uma garagem utilizada exclusivamente para o
aluguel de vagas, de 2 minutos por acionamento, o que, por qualquer
critério, é inadmissível.
Para o acionamento
automático, a duração é, freqüentemente, em torno de 30
segundos. O fato, entretanto, de que para vários sistemas o sinal
continua a tocar até o portão ser completamente fechado gera, com
alguma freqüência, emissões exageradas: uma situação típica é
durante a retirada do lixo, o portão da garagem ficando aberto por
alguns minutos, o alarme tocando durante todo o intervalo. Em um dos
prédios examinados o sistema estava desativado devido ao recebimento
de duas notificações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
(SMAC) relacionadas à duração excessiva do sinal sonoro: naquele
prédio, dado à proximidade entre a porta da garagem e a rua, o
portão tem de ser mantido aberto até o carro poder, de fato,
partir, o que, numa rua de tráfego intenso, pode levar alguns
minutos para acontecer. Existem também casos (poucos, é verdade,
mas que podem causar grande incômodo aos vizinhos) onde o fechamento
do portão só acontece quando comandado pelo porteiro. Isso permite
que, em diversas ocasiões, a sinaleira soe por vários minutos ou,
até, por mais de meia hora.
Deve-se notar que
mesmo os 30 segundo permitidos por lei constituem um intervalo
excessivamente longo para a sinalização da saída de um veículo. O
uso de dispositivos de controle de tempo, disponíveis no mercado a
baixíssimo custo, permitiria uma melhora significativa na eficiência
da sinalização.
Período de
Desligamento
Os dados nas Tabelas
I e II indicam um aumento no cumprimento da especificação de
desligar o sinal sonoro no período noturno. Esse aumento é, ao
menos em parte, devido à fiscalização realizada pela Secretaria
Municipal de Meio Ambiente, motivada por reclamações específicas.
Solicitações feitas diretamente ao condomínio, por vizinhos ou
mesmo por moradores do próprio prédio, também contribuem para o
desligamento durante a noite, da mesma forma que o bom senso de que
nesse período o sinal sonoro é, essencialmente, uma fonte de
incômodo, bom senso esse que independe do conhecimento da lei.
Dos 13 casos
encontrados no levantamento de 2002, 11 correspondiam ao acionamento
acoplado à abertura do portão (como comentado, a situação
responsável pelo maior número de alarmes desnecessários) e 2 a
acionamento manual. Observou-se que o intervalo utilizado para o
desligamento varia consideravelmente, sendo que apenas em 3 dos 13
prédios o sinal sonoro é desativado no período especificado pela
Lei 938/86 (das 22:00 às 6:00). Enquanto um dos prédios utiliza um
período menor do que aquele (das 24:00 às 6:00), os outros 9
desativam o sinal por um período mais longo, desligando-o entre
19:00 e 22:00 horas e ligando-o novamente entre 7:00 e 9:00 horas da
manhã.
Observe-se que o
período de desligamento especificado na Lei 938/86 (das 22:00 às
6:00) é extremamente curto, permitindo que as sinaleiras perturbem o
sono. Deve-se notar que a Resolução CONAMA 001 de 08 de março de
1990 [2] considera como “prejudiciais à saúde e ao sossego
público (...) ruídos com níveis superiores aos considerados
aceitáveis pela NBR 101.51”. A versão da norma em vigor [3]
estipula, como período noturno mínimo, o que vai das 22:00 às
7:00, determinando também que, nas manhãs de domingos e feriados, o
término do período noturno mínimo deve ser prorrogado até as 9:00
horas. Entende-se que o período de desligamento das campainhas a ser
considerado seria o estipulado como “período noturno mínimo”
pela NBR10.151. É interessante notar que, como apontado acima, são
encontrados diversos prédios onde o desligamento acontece por um
período anda maior que aquele. Isso acontece, possivelmente, por
considerações sobre o que é razoável para não perturbar os
vizinhos (ou os próprios moradores). Infelizmente, a proporção de
condomínios que se preocupa em desativar o sinal durante a noite
ainda é bastante reduzida.
Incômodo x
Eficiência
As sinaleiras são
instaladas, em tese, para garantir a proteção dos pedestres. É
fácil constatar, entretanto, que a maior parte deles simplesmente
ignora o sinal sonoro, continuando a andar sem nem mesmo desviar o
olhar. Isso pode ser tanto devido ao hábito de “não ouvir”, que
vamos desenvolvendo quase como uma estratégia de sobrevivência em
face do ruído constante nas grandes cidades, como pela constatação
de que, na maioria das vezes o sinal realmente não anuncia a saída
de veículo. De fato, o soar freqüente de sinaleiras está de tal
forma incorporado ao panorama sonoro do Rio de Janeiro, que é
natural, para alguns, simplesmente ignorá-lo. Por outro lado, no
interior das residências, o sinal é nitidamente percebido,
constituindo, para diversas pessoas, uma fonte importante de
incômodo.
A Secretaria
Municipal de Meio Ambiente recebe um número significativo de
reclamações referentes a sinaleiras de garagem, ainda que a
quantidade seja pequena se comparada com outras queixas recebidas
através do “Disque barulho” (2503-2795). Os números indicam, no
ano corrente (até 17 de setembro), 76 reclamações cadastradas pelo
escritório responsável pela Zona Sul e Tijuca e 29 pelo escritório
encarregado do restante da Zona Norte. Esses dois escritórios
cadastraram, desde 1998 (até 17/09/02) o total de 490 reclamações
referentes a esse tema, muitas delas evolvendo duas ou mais
sinaleiras.
É importante notar
que dificilmente uma sinaleira produz um nível de ruído próximo de
85 dB(A), este valor constando da Lei 938/86 possivelmente por ser o
valor limite para exposição a ruído contínuo por 8 horas diárias
considerado pelo Ministério do Trabalho, de acordo com a NR-15 [4].
Como para a maioria
dos sistemas de sinalização, mais da metade dos sinais emitidos não
se referem à saída de veículos (além de serem, freqüentemente,
desnecessariamente longos), as sinaleiras, terminam, nesses casos,
não cumprindo nenhuma função útil, comportando-se apenas como
fontes de poluição sonora.
O exame de sistemas
típicos de sinalização sonora indica que a maioria deles é muito
pouco inteligente, soando por um tempo desnecessariamente longo e,
freqüentemente, à toa. Para esses, a maior parte dos acionamentos
não se refere à saída de veículos. A tecnologia atual permite, a
baixíssimo custo, a construção de sistemas inteligentes e com
controle adequado de tempo. Entretanto, o que se verifica,
freqüentemente, é a instalação de sinaleiras com o mero intuito
de cumprir o requisito legal de instalação, de forma a garantir a
ausência de responsabilidade em caso de atropelamento, mas sem
preocupação quanto à eficiência do sistema ou com o seu potencial
de causar incômodo. A obrigatoriedade do desligamento noturno é,
também, freqüentemente ignorada. Dessa forma, pode-se questionar se
as sinaleiras trazem, de fato, alguma contribuição ao bem estar
público. Na verdade, há uma forte contribuição negativa, tanto
pelo incômodo criado para a parcela da população que efetivamente
percebe o ruído, quanto pelo aspecto “deseducador”, ao aumentar
a quantidade de sinais sonoros que nada significam, ensinando a
população a não dar atenção a tais alarmes, isto é, a “não
ouvir”.
Em face disso,
sugere-se que seja PROIBIDA a utilização de sinaleiras ativadas
pela abertura de portão ou outras que não sejam acionadas,
majoritariamente, apenas pela SAÍDA de veículos. Essa medida traria
uma contribuição importante para reduzir o incômodo sonoro gerado,
diminuindo significativamente os acionamentos.
Sugere-se também
que sejam introduzidas alterações na Lei 938/86, notadamente
quanto: à duração máxima permitida para o sinal, que, propõe-se,
seja reduzida a um valor em torno de 10 a 15 segundos, mais que
suficiente para anunciar a saída de veículos; ao período em que o
sinal sonoro deve ser desligado. Propõe-se o desligamento das 20:00
às 8:00 horas e, nas manhãs de domingo, até as 9:00; ao nível
máximo permitido, que deve ser revisto.
Observe-se que a
sugestão de aumento do período de desligamento para um intervalo
maior do que o definido na NBR 101.51/2000 como período noturno
mínimo é feita com base na constatação de que as sinaleiras têm,
de fato, muito menos utilidade para a segurança dos pedestres do que
faz supor o texto da Lei, além de gerar, como já mencionado,
incômodo apreciável. Esses aspectos, somados aos fatos de que 1)
alguns prédios não necessitam de nenhuma sinalização por permitir
ao motorista visão ampla dos pedestres; 2) em vário casos, a saída
de veículos é acompanhada e controlada pelo porteiro, o uso de
sinalização sendo, nessas ocasiões, também dispensável; 3) que
todos os carros possuem equipamento de sinalização sonora e
luminosa (respectivamente, buzina e faróis), que podem ser
utilizados a critério do motorista e 4) que grande parte dos
sistemas de sinalização encontrados atualmente é de baixíssima
eficiência, levam à sugestão de que se considere a possibilidade
de uma reformulação mais radical da Lei 938/96, REVOGANDO a
obrigatoriedade da instalação (salvo talvez em alguns casos
específicos), que passaria então a ser opcional. Nesse caso, os
equipamentos e sua operação continuariam sujeitos a uma série de
especificações, como as sugeridas acima.
Espera-se, com essas
sugestões, contribuir para reduzir os problemas gerados a partir da
Lei 938/86, que necessita de revisão. Deve-se lembrar que a redução
de ruídos inúteis reverte num aumento da conscientização da
população em relação aos problemas de poluição sonora.
Referências
[1] Musafir, R. E.,
Zambelli, A. L. P., Discussão sobre os equipamentos de sinalização
sonora encontrados no Município do Rio de Janeiro, 14º Encontro da
Sociedade Brasileira de Acústica, p. 8 (resumo), Curitiba, novembro
de 1993.
[2] Resolução
CONAMA No. 001 de 08 de março de 1990, D. O. da União de 02/04/90,
Seção I,
domingo
Fotos do Guarujá
Sou fã de carteirinha das fotos do Guarujá que o José Luiz Gorgone sempre posta. Nunca é tarde para descobrir talentos e felizmente para nós, o José Luiz descobriu esse dom de fazer fotos que agradam muito e a todos.
Mas o mérito do Gorgone não é só fazer essas fotos lindas, é olhar para o Guarujá como um pai olha para seu filho ou para a mulher amada, vendo muito mais virtudes do que defeitos.
Enquanto eu vivo por aí caçando calçadas arrebentadas, lixo espalhado pelas ruas, quiosques sujos e mal cuidados, carrinhos fritando peixe na praia e os milhares de ambulantes ilegais enfeiando a cidade e reclamo de tudo, o Zé, como é carinhosamente chamado, faz das fotos que tira do Guarujá um quadro, verdadeira pintura, digna de galeria e por alguns momentos as pessoas colocam a cidade onde ela deveria estar sempre, no mais alto lugar do pódio entre as mais belas cidades.
Não é atoa que eu reclamo e nem acho que reclamo muito. Reclamo por escrito e as pessoas reclamam umas para as outras e em minutos reclamante e reclamação somem para alegria dos péssimos administradores que a cidade teve nos últimos anos.
Fiquemos com a foto do Gorgone.
quinta-feira
O custo Brasil e o pouco-caso de algumas empresas.
O
Custo Brasil é um termo genérico, usado para descrever o conjunto
de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que
encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento
nacional, aumentando o desemprego, o trabalho informal, a sonegação
de impostos e a evasão de divisas.
Por
isso, é apontado como um conjunto de fatores que comprometem a
competitividade e a eficiência da indústria nacional.
Nenhum
desastre ou calamidade tem uma única causa e no Brasil, o
despreparo, o pouco-caso e a falta de vontade, começam com pequenas
lesões diárias aos nossos direitos, que me fazem pensar se estou
ficando velho e chato ou se o Brasil, como teria dito Charles De
Gaulle não é um país sério.
A
grande maioria das empresas prestadoras de serviço, veem no Brasil o
paraíso para descumprir as leis, em especial o Código do Consumidor
e além de lesar os usuários, colaboram para que se aprenda ter
desdém pela lei, por quem as faz e por quem deveria zelar pelo seu
cumprimento, pela ordem e pelo instituto do direito.
Outro
dia escrevi da dificuldade para conseguir um atestado médico,
exigido por lei, para praticar exercícios físicos na academia.
Meu
plano de saúde da UNIMED não fornece no pronto atendimento, apenas,
se eu marcar uma consulta com um médico, que vai ou não fazer os
exames que achar necessários.
Ocorre,
que para marcar uma consulta pode demorar mais de trinta dias, apesar
da norma da Agência Nacional de Saúde determinar o prazo máximo de
quinze dias.
Eis
que o “jeitinho brasileiro” fez com que a academia encontrasse um
“super-médico”, que em três minutos tira a temperatura e a
pressão e ao custo de trinta reais fornece o tal atestado, mostrando
que a lei é burra, falha e deveria ser fielmente cumprida ou melhor
regulamentada. Tirar a pressão e medir a temperatura a gente faz
antes de entrar numa consulta no pronto atendimento ou eu ou qualquer
pessoa faz.
Mas
o propósito do texto é que os planos de saúde são uma
caixa-preta, onde você paga e o único direito indiscutível é o de
não receber pelo que pagou, a não ser que recorra a veementes
ameaças à ouvidoria e em último caso ao Judiciário e ai, pouco
importa, tenha você ou não esse ou qualquer direito e o Juiz o dará
numa simples canetada.
Outro
dia precisei consultar um médico especialista e ao tentar marcar
verifiquei que em todos os médicos listados eu só conseguiria
marcar a consulta de trinta a sessenta dias, contrariando a
determinação da ANS que é de quinze dias.
Liguei
na ouvidoria no dia dez de fevereiro, telefone 08007038989, protocolo
21028177, a atendente ficou de ligar no prazo de até quatorze dias
fornecendo o nome, endereço e horário para tal consulta.
Alguns
dias depois ligaram de fato, marcando a consulta em Santos (moro no
Guarujá) às oito horas da manhã do dia dois de março.
Vamos
aceitar que esse trabalhão, de ligar para vários médicos, ser
obrigado a recorrer à ouvidoria, aguardar o prazo, sem escolher o
profissional listado que eu gostaria, ter que me locomover à cidade
vizinha, às oito da manhã, fosse só um incômodo.
No
dia marcado para chegar em Santos sem me atrasar, saí de casa às
seis e quinze, cheguei ao endereço fornecido às sete e meia.
Fui
atendido pela recepcionista educada e solícita que depois de
conferir e anotar, disse que eu poderia sentar e esperar. Perguntei
se seria o primeiro a ser atendido, mas ela disse que o médico só
chegaria as oito, saí então para tomar café numa padaria próxima.
Exatamente
às sete e cinquenta estava de volta, sentei e aguardei ser chamado.
Às
oito e meia, sem ter sido chamado, dirigi-me à recepcionista e
perguntei se o médico já havia chegado e a resposta foi negativa..
Cerca de dez minutos depois fui chamado e levado ao consultório onde
expus os sintomas.
Simpático,
educado e demonstrando estar preparado, o médico recomendou que eu
tomasse um comprimido diário de um remédio e tivesse à mão um
outro, esse de efeito imediato, para o caso de sentir o tal sintoma.
Preencheu
duas receitas que por exigência legal deveriam ser em formulários
diferentes e eu fui embora, satisfeito e feliz por ter afinal
resolvido o problema.
De
volta ao Guarujá fui à farmácia onde tenho um desconto mentiroso e
ilegal de trinta por cento e fui informado que não poderia comprar
um dos remédios porque o médico havia colocado 1 de março de 2.014
em vez de 1 de março de 2.015.
Argumentei
que não se tratava de receita vencida pois na outra constava 2.015,
grafado corretamente, propus que ele confirmasse com o médico, mas
polidamente ele disse que não poderia aceitar a receita pois corria
o risco de ser punido.
Acreditando
no “jeitinho brasileiro” fui a outra farmácia e o resultado foi
o mesmo, numa clara demonstração que quando é para prejudicar o
indivíduo a lei funciona e a remota possibilidade de fiscalização
é eficiente.
O
que se poderia dizer que seria um pequemo incomodo ia se prolongando
e se transformando num grande incômodo.
Liguei
para o ambulatório onde fiz a consulta e expliquei primeiro à
atendente que em seguida encaminhou a ligação à pessoa
responsável, a quem eu expliquei pela segunda vez a situação e a
resposta foi que eu deveria ir a Santos para solicitar a troca da
receita e depois voltar quando ela estivesse disponível.
Expliquei
as dificuldades, a distância, o custo e a perda de tempo mas ela já
havia “decretado”. Ameacei, demonstrando que sou dos que sabem
reclamar, que se ela não resolvesse de outra maneira eu iria “fazer
barulho” e postaria a reclamação na mídia, o que poderia trazer
problemas a ela, caso o assunto pudesse, finalmente, ser resolvido de
outra forma e ela não o tivesse feito. Ela disse que eu deveria
falar com a supervisora e eu aceitei.
Pela
terceira vez tive que explicar toda a situação e ela, com toda
educação disse que eu não precisaria ir lá para solicitar a troca
da receita, ela verificaria se o médico ainda estava de plantão e
retornaria minha ligação.
Assim
foi. Ligou logo depois e disse que a receita estaria disponível na
recepção e que eu poderia ir buscar naquele mesmo dia ou quando eu
quisesse.
Pedi
que me fosse enviada por malote para a UNIMED do Guarujá e ela me
disse que não tem esse malote. Solicitei pelo Correio e ela disse
categoricamente, que a única maneira seria ir lá. Agradeci,
pretendo ir lá buscar a receita assim que puder, ainda não estou
tomando o remédio e faço agora o que prometi, reclamo de público,
para que todos saibam que o custo Brasil e a situação em que o país
se encontra é muito mais grave e do que algumas dificuldades
estruturais e do descaso com os direitos mais simples do consumidor
ao pouco-caso que todo o sistema legal brasileiro transforma o
cidadão num ser que desacredita totalmente na possibilidade que o
Brasil venha a ser, verdadeiramente sério para as próximas
gerações.
Por
cerca de dez reais essa supervisora poderia ter me enviado a receita
por SEDEX, mas preferiu correr o risco de ver uma reclamação contra
a empresa que ela trabalha, numa clara demonstração que não está
preparada para o cargo.
Se
essa reclamação servir para que numa próxima vez ela envie o a
receita pelo Correio para alguém, para mim já estará bom.
quarta-feira
Contra a ignorância falham os argumentos.
Vira
e mexe, mesmo tentando me conter, entro em uma discussão sobre
pontos de vista ou princípios.
Armado
de argumentos procuro convencer alguém que seguir regras
estabelecidas de que a Lei é a ordem e que não há justificativa
para a desonestidade, a falta de caráter e a ignorância do
princípio de que o direito de uns termina onde começa o de outros.
Perda
de tempo e aborrecimentos que extrapolam a minha pessoa, preocupando
a família pelas ameaças de violência corporal.
Sou
absolutamente contra a concessão de alvarás para carrinhos de praia
que vendem frituras e bebidas alcoólicas, para carrinhos que vendem
roupas e que tem estoques maiores que muitas lojas, ambulantes que
vendem óculos de sol, tudo com pouca ou nenhuma qualidade para não
generalizar com que são falsificados e contrabandeados e na
fiscalização da ocupação dos espaços públicos por toda sorte de
gente, desde multinacionais com quiosques de fibra de vidro até
vendedores de raspadinha com gelo de água suja e queijo coalho
estragado.
Os
quiosques de madeira piaçava são mais de 150 e sempre, desde sua
implantação contrariaram a Legislação Federal.
Mais
de vinte anos depois não se conseguiu tirar esses invasores de áreas
públicas que além de tudo contrariam as legislações Municipais e
Estaduais.
Em
alguns Estados Procuradores já mandaram indiciar diretores da
ANVISA local por não fiscalizarem a legislação colocando em risco
a saúde pública.
Todos
os que contestam as minhas colocações não se contentam em
contra-argumentar mas partem para a tentativa de colocar em cheque
minha honestidade, meu caráter e estendem as ofensas aos meus
familiares.
Covardes,
agem como bandidos comuns, achado certo tirar de quem tem o que eles
não conseguem com o trabalho honesto e dentro das regras.
Recentemente
um desses “coitados” que só trabalham no verão, na praia e
ilegalmente, alegou em postagem que me ofende, que o preço abusivo
cobrado pela água mineral na praia se deve ao calor e o sol que
enfrentam.
Depois
desse fatídico Carnaval onde turistas e veranistas levaram suas
próprias bebidas e petiscos em modernas geladeiras de isopor ,
alguns ambulantes reclamaram na mídia que o faturamento despencou
porque os políticos e a administração teriam dificultado a entrada
de “duristas” de um dia.
Isso
não é verdade. Fosse e eu aplaudiria. Pagar um coco-verde seis ou
sete reais, uma garrafinha de água quatro ou cinco reais, uma
cerveja em lata mais de cinco e uma caipirinha de pinga dez reais não
é mesmo para qualquer um, só para otários.
E
tem mais, com o número exagerado de carrinhos e ambulantes o final
esperado é que eles sejam categorias em autoextinção pela oferta
muito maior do que a procura.
Que
venham as chuvas para lavar a nossa alma!
Reclamação quanto ao mal atendimento e não funcionamento do Certificado Digital.
Somos uma ME Micro Empresa:- A. de Freitas Palma ME CNPJ 08029658/0001-38 com sede no Guarujá-SP.
Já temos o obrigatório Certificado Digital da Serasa Experian há cerca de três anos e todo ano é a mesma dificuldade na renovação, tendo que nos locomover até a cidade de Santos para a renovação que é um interrogatório de fazer inveja a qualquer investigação policial.
Esse ano não foi diferente e comparecemos depois de agendar no endereço marcado, o Sindicato dos Contabilistas de Santos para os trâmites que esperávamos fossem finais, depois de um pagamento de R$739,00.
Só quem ficou na sala de espera daquele lugar sabe que é uma sauna de terceira categoria de onde tirei fotos que já estão publicadas no Fcebook.
Mas o atendimento da garota foi educado e gentil apesar de muitas dúvidas que ela tinha e que eram sanadas por alguém ao telefone.
Depois do tal interrogatório e da colocação de várias senhas ela fez o Teste Técnico com cópia em minhas mãos que finaliza com a frase: Teste concluído com sucesso! Assim mesmo, com o ponto de exclamação.
A atendente avisou que só começaria a funcionar depois de 24 horas e aguardamos o prazo para tirar as Notas Fiscais após esse prazo.
Não foi possível nem em 24 horas nem 48 nem até hoje.
No dia 21 de janeiro recebemos um e-mail de admin@certificadodigital.com.br com os seguintes dizeres: Seu certificado digital foi revogado(cancelado) durante o processo interno de validação técnica e operacional. Desta forma ainda não pode ser utilizado para assinatura ou envio de declarações. Um representante da Autoridade de Registro entrará em contato para providenciar a emissão de um novo certificado digital, nas próximas 24 horas. Assinado Certificado Digital Serasa.
Como ninguém entrou em contato até hoje, tentamos ligar muitas vezes e s´mente hoje dia 28 de janeiro conseguimos depois de várias esperas que somaram mais de noventa minutos ao telefone(como se comprovará pela conta),ter os seguintes números de protocolo fornecidos pelas atendentes que encaminhavam a nossa ligação: Protocolo 56638044; Protocolo 566407038; e Protocolo 5664077005 onde, nesse último a atendente Larissa com experiência que deve ter adquirido em centenas de casos semelhantes e sem solução decretou que nossa compra foi cancelada e que o valor de R$739,00 será devolvido até o dia 12 de fevereiro de 2.015 e que caso isso não ocorra deveremos ligar “para saber o que aconteceu”.
Note que eu não pedi em momento algum para cancelar, eu queria que ele funcionasse.
Não fosse longa a história, trata-se de mais um dos muitos “pouco casos”que estamos sujeitos todos os dias nessa terra onde a Lei não vale para os grandes e poderosos.
Verifico que só no Reclame aqui existem milhares de reclamações contra a empresa, Que 3.876 foram atendidas e qu15 nem resposta tiveram.
Não há notícias de solução dos casos como o nosso nem como eles respondem ou responderão pelos prejuízos causados com a impossibilidade de emitir Notas Fiscais desde o dia 20 de janeiro até o dia em que nós consigamos novo Certificado Digital, não sei onde nem como pois a empresa não deu nem dá a possibilidade de fornecer o mesmo.
Contamos com a confiabilidade deste site que permite que pessoas inocentes não caiam nesse engôdo. Se eu tivesse consultado antes o Reclame Aqui certamente não compraria nada da SERASA EXPERIAN, Já encaminhei a documentação ao nosso advogado que vai providenciar que a empresa pague os prejuízos e principalmente pedir que o Juiz determine que ela faça uma publicação com a retratação pública pois é preciso que as pessoas saibam com quem estão lidando.
Assinado A.de Freitas Palma.
sexta-feira
Se você é comerciante no Guarujá é um herói! Breve poderá ser mais um herói morto!
A concorrência desleal e muitas atividades que tornou as praias do Guarujá um mercadão ao ar livre é um atentado ao comércio instalado na da cidade. Qualquer indivíduo com um carrinho e mercadoria adquirida sem origem comprovada vende na praia e nas calçadas sem pagar impostos, sem dar nota fiscal, burlando o Código do Consumidor e fazendo pouco caso da legislação e do PROCON. Com licenças conseguidas sbe-se lá como, travestidos de camelôs vendem roupas, biquínis, sungas e outras vestimentas que não se enquadram em nenhuma categoria de artigos de praia que são pequenos brinquedos com baldes e pazinhas, cadeiras de praia, esteira etc. Ano após ano essas pessoas aumentam em número e já tomam conta da praia e das calçadas, sem nenhuma fiscalização EFETIVA. Já são mais de duzentas barracas que tem tanta mercadoria que superam algumas lojas.
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